SÃO LUÍS/MA – O prefeito Eduardo Braide informou nesta tarde, por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais e grupos de mensagem, que procurou a Superintendência Regional da Polícia Federal, no bairro da Cohama, em São Luís, aonde deu entrada em uma representação criminal, com pedido de instauração de inquérito policial, para apurar as causas da nova greve dos rodoviários, deflagrada nas primeiras horas desta sexta-feira, 13.
Segundo o gestor, a medida foi adotada por que existe a possibilidade de cometimento de crime contra a organização do trabalho, além do fato de milhares de usuários da capital estarem sendo penalizados.
A ação do prefeito não pode ser interpretada de forma diferente do que um ato que visa, tão somente, tirar o foco da problemática do transporte público coletivo que se agravou na sua gestão, a partir de 2021.
O sistema urbano de transporte que está paralisado é de responsabilidade da Prefeitura.
As empresas concessionárias alegam que não conseguem cumprir decisão da Justiça do Trabalho determinando reajuste de 5,5% aos trabalhadores porque a gestão Eduardo Braide colapsou o sistema através do descumprimento dos contratos ao longo dos últimos anos.
“As diversas greves que ocorreram desde 2021 são resultado do reiterado descumprimento do contrato por parte do Município de São Luís, fato confessado em vídeo pelo próprio prefeito que, ao congelar o subsídio desde janeiro de 2024, colocou o sistema em colapso”, disse o Sindicato das Empresas de Passageiros de São Luís em nota.
Braide, em nenhum momento, trata da problemática específica que motivou a nova paralisação – a não concessão do reajuste.
Uma ação cautelar de autoria da Prefeitura foi impetrada no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região nesta tarde e objetiva pôr fim ao movimento dos trabalhadores.
A gestão municipal solicitou a concessão de tutela de urgência para evitar a deflagração do movimento paredista; a declaração prévia de abusividade da greve; e a manutenção da integralidade da frota ou, alternativamente, de um percentual mínimo elevado de veículos em circulação para garantir o atendimento à população.







